Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Receitas com Laranja

Eu coloquei laranja na minha dieta e recomendo!

Laranja (Citrus sinensis)

É uma fruta rica em vitamina C, contém também potássio, cálcio, fósforo, fosfato, ferro, açúcar, vitamina A, B12 e fibra. É importante na prevenção de infecções e regularização dos movimentos intestinais.Laranja, fruta originária da Ásia, especialmente da China e do arquipélago malaio, é o nome genérico dado a várias frutas que pertencem ao grupo dos citrus (dentro deste grupo estão também o limão, a lima, a cidra, o grapefruit, etc.). Quase todas as variedades de laranja têm forma arredondada, casca fibrosa e polpa suculenta. Entre as várias espécies de laranja, as híbridas (produto da mistura de duas ou mais espécies diferentes) são as de maior tamanho, têm melhor sabor e maior quantidade de suco. Seus nutrientes diferem conforme a variedade da fruta. Porém, de forma geral, qualquer tipo de laranja contém quantidades apreciáveis de sais minerais, principalmente cálcio, potássio, sódio e fósforo.

A variedade é grande - laranjas baía, lima, pêra, seleta-, assim como os usos. Ao natural, em doces, compotas, geléias, chás, pot-pourris, a laranja sempre faz bem. Mas é calórica: um copo de suco contém 60 calorias.

A laranja é rica em vitaminas do complexo B, contém um pouco de vitamina A e é considerada a melhor fonte de vitamina C (duas laranjas por dia fornecem a quantidade de vitamina C de que o organismo precisa). Além disso, contém açúcares simples, que são facilmente assimilados pelo organismo. Da flor e da folha extraem-se óleos e essências usados na medicina caseira.

A vitamina C, o nutriente mais importante da laranja, se oxida e se perde com muita facilidade. Por isso, deve-se tomar alguns cuidados para evitar que isso aconteça: evite consumir laranjas muito maduras. Elas devem estar no ponto certo de maturação.

  • - a vitamina C começa a desaparecer quando a polpa entra em contato com o ar. Portanto, só descasque a laranja na hora em que for consumí-la. Da mesma maneira, não guarde o suco de laranja, mesmo que seja na geladeira. Se a fruta fizer parte da merenda das crianças, retire a casca, mas deixe a parte branca (que funciona como uma proteção).
  • - para cortar a laranja, use somente faca de aço inoxidável. Outros metais oxidam a vitamina C.
  • - o suco da laranja deve ser servido fresco e gelado. Aquecido, ele perde a vitamina C. Por isso, as receitas à base de laranja não podem ser consideradas fontes dessa vitamina.
  • - quanto mais ácida for a laranja, maior é o seu conteúdo de vitamina C.

No Brasil, as variedades mais cultivadas e conhecidas de laranjas são:

  • - laranja-da-baía - também conhecida como laranja-de-umbigo porque tem uma saliência na parte de baixo. Tem sabor adocicado, polpa muito suculenta e casca amarelo-gema. Dá bastante suco, podendo ser consumida ao natural, em refrescos ou como ingrediente de pratos especiais. Por ser pouco ácida, seu suco pode ser misturado ao de outras variedades (como laranja-pêra e laranja-barão) com bons resultados. É o tipo de laranja que contém a maior quantidade de vitamina C.
  • - laranja-da-terra - conhecida em algumas regiões como laranja-cavala e em outras como laranja-azeda ou laranja-bigarada, tem cor amarelo-forte com tons avermelhados, forma achatada e não é muito grande. De sabor ácido e polpa suculenta, pode ser consumida em forma de suco, masa melhor maneira de prepará-la é a compota, tipo de doce em que a casca também pode ser usada.
  • - laranja-lima - é a variedade menos ácida, sendo, por isso, muito recomendada para bebês. Tem casca fina de cor amarelo-clara, sabor suave e doce e polpa muito suculenta. É ótima para ser comida em gomos, mas não se presta a outros preparos culinários.
  • - laranja-seleta - quase do tamanho da laranja-da-baía, é bem suculenta, tem sabor adocicado, pouco ácido, e casca amarelo-clara. Excelente para ser consumida ao natural ou em sucos, não se presta para preparações culinárias.
  • - laranja-pêra - menor que as outras variedades, tem casca fina e lisa, cor amarelo-avermelhada e polpa suculenta. Tem sabor adocicado, e é especial para o preparo de sucos e geléias.
  • - laranja-barão - embora com formato parecido ao da laranja-pêra, é menor e tem cor mais clara. Sua casca é fina e lisa e a polpa muito suculenta, sendo recomendada para o preparo de sucos e pratos especiais.

Na hora da compra, dê preferência às laranjas mais pesadas, pois são as que têm maior quantidade de suco. Verifique se a cor está de acordo com a variedade, porque mudanças na coloração indicam má qualidade da fruta. Alguns tipos de laranja têm a casca lisa, e outras, porosa. Nas primeiras, quanto mais fina for a casca, mais suculenta é a fruta. Nas variedades de casca amarelo-forte, manchas marrons são indício de que a fruta está bem doce e suculenta. A laranja-seleta deve ter um pedacinho do galho, sinal de que foi colhida corretamente. Em geral, a fruta boa para o consumo deve ser firme, sem ceder à pressão dos dedos. Também é possível comprar suco de laranja enlatado, concentrado ou congelado. A geléia ou a casca cristalizada ou em compota são outras formas de industrialização da laranja. As essências e a água de flor de laranjeira são encontradas em farmácias especializadas.

A laranja deve ser conservada em lugar fresco e arejado, de preferência fora da geladeira. O suco enlatado ou congelado precisa ser mantido no congelador. O suco pronto pode ser conservado na geladeira, mas ele perde toda a vitamina C.

DICAS CULINÁRIAS

para tirar o amargor do doce de laranja-da-terra, junte 1 colher (sopa) de sal à calda na hora em que começar a ferver.
- as carnes gordas de ave ou de porco ficam deliciosas quando combinadas com o sabor ácido da laranja. Pernil, presunto e pato podem ser assados em suco de laranja, para que fiquem mais macios e saborosos.
- os coquetéis de champanha poder ser servidos com casca de laranja. Os de vermute ou uísque podem ser preparados com suco de laranja.
- a casca de laranja seca ao sol ou no forno serve para aromatizar suflês e omeletes.
- a casca de laranja fresca pode ser usada em pratos doces à base de leite, como arroz-doce, cremes e crepres.
- para que a membrana branca da laranja saia com mais facilidade, deixe a fruta de molho em água fervente por 5 minutos ou leve-a ao forno moderado pelo mesmo tempo.
- para adoçar a laranja azeda, descasque, corte em gomos e polvilhe cada um comum a pitada de sal. Esfregue em seguida.
- para que o doce de laranja-da-terra fique mais gostoso, rale a fruta em lugar de descascar.
- para a sobremesa, sirva gomos de laranja polvilhado com coco ralado.

CURIOSIDADES

a infusão de folha de laranjeira é ótima para casos de enxaqueca e ajuda a baixar a febre.
- a casca de laranja moída é um excelente remédio para eliminar os gases intestinais e combater a prisão de ventre.
- para resolver o problema de insônia, pingue algumas gotas de água de flor de laranjeira no travesseiro.
- a infusão de flor de laranjeira é um excelente calmante. Junte um punhado de flores a 1 litro de água fervente. Deixe descansar durante algumas horas, coe e beba.
- as primeiras laranjeiras brasileiras foram plantadas no litoral do Estado de São Paulo.
- a palavra laranja vem do persa narang, através do árabe naranya.
- foram os portugueses que introduziram a laranja doce na Europa.
- Colombo, na sua segunda viagem, introduziu os cítricos na América.
- durante as travessias de Colombo foram descobertas as propriedades antiescorbútico

Partes utilizadas: Casca do fruto, folhas, polpa.

Propriedades medicinais da laranja
A laranja é uma fruta que no Brasil deveria ter decida preferência e largo uso, por sua importância como alimento, por seu valor medicinal. Depois da banana, a fruta mais procurada e apreciada pela espécie humana é a laranja. Existem muitas dezenas de espécies de laranja, sendo que as do Brasil - mormente as da Bahia, de São Paulo e do Rio, ocupam lugar de destaque nos mercados mundiais.

Ajuda a tratar de: Anemia, escorbuto, estados febris, gripes, intestino preso, problemas digestivos (azia, acidez, atonia, gases, cólicas, gastrites, úlceras etc.), resfriados, tensão nervosa.
- Boa fonte de vitamina “C”, ajuda na recuperação de gripes.
- Quando consumida com feijão preto, ajuda a liberar o ferro ajudando no controle de anemias.
- Combate nevralgias.

Utilidades Medicinais:
Ácido úrico - Recomenda-se substituir refeições pela laranja, exclusivamente. Pode-se substituir o desjejum ou jantar, durante vários dias.
Apetite - Cerca de duas horas antes da refeição, recomenda-se chupar uma laranja do tipo seleta, bahia ou pêra.
Asma - Proceder como indicado em ácido úrico. Na fase aguda recomenda-se tomar o suco morno, aos goles.
Constipação intestinal - Recomenda-se chupar algumas laranjas por dia, e comer o bagaço, bem mastigado. Pode-se fazer uma refeição exclusiva de laranja, comendo-se o bagaço.
Digestão , estimulante da - Recomenda-se substituir, esporadicamente, uma refeição por laranja.
Diurese - Fazer refeições só de laranjas ou de seu suco, apresenta efeito notadamente diurético.
Dor-de-cabeça - Dores de cabeça precipitadas pela hipoglicemia e pelo esgotamento podem ser aliviadas chupando-se uma ou duas laranjas. O diabético só deve fazê-lo com permissão médica.
Gripe - Recomenda-se tomar suco de laranja entre as refeições, ou, simplesmente, chupá-la. Podem-se fazer refeições exclusivas de laranja. Ao deitar, tomar duas a quatro colheres de sopa do suco bem aquecido misturado com própolis. Para cada colher de sopa podem-se usar 10 gotas de própolis (solução a 30%).

(dica do leitor Carlos)

Chá de Barbatimão


- BARBATIMÃO - Stryphnodendron barbatiman – M

PARTES USADAS: Casca

ORIGEM DO PRODUTO: Brasil

DESCRIÇÃO: O Barbatimão é uma árvore que pode medir entre 4 e 6 metros. Possui caule e ramos bastante tortos, com poucas folhas e é recoberta por casca de aspecto rugoso. Ocorre em terrenos arenosos ou argilosos bem drenados e pouco férteis. Sua casca a protege contra o fogo, o que é comum no ambiente em que vive. Rebrota após corte, persistindo em pastos onde se cria gado, a ponto de ser considerada, por pecuaristas, como daninha. A casca é bastante utilizada no curtimento de couro e possui propriedades cicatrizantes.

INDICAÇÃO: O chá de Barbatimão é adstringente e tônico, também é usado em inflamações do útero e ovários, hemorragia interna, cicatrizante, cistos, miomas, blenorragia, corrimento vaginal, úlceras, feridas, afecções da garganta, colite, diarréia, hemoptises, hemorragia uterina e gastrite.
Uso externo: Como cicatrizante e para lavagem íntima.

COMO FAZER: Coloque 2 colheres de sopa para um litro de água.
Deixe cozinhar por cerca de 10 minutos a partir do momento em que se inicia a ebulição, após esse tempo, retire do fogo e deixe repousando, tampada, por 10 minutos. Coe e está pronto para o uso.

COMO BEBER: Tomar de 2 a 3 xícaras ao dia.

(enviado pelo leitor Carlos)

Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Sobre a espinheira santa

Por: Rose Aielo Blanco

Na medicina popular, a espinheira-santa é famosa no combate
à úlcera e outros problemas estomacais.

espinheira-santa

Conhecida pelos índios há muitos anos, a espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) ganhou esse nome justamente pela aparência de suas folhas, que apresentam espinhos nas margens e por ser um "santo remédio" para tratar vários problemas. Na medicina popular, a espinheira-santa é famosa no combate à úlcera e outros problemas estomacais. Ao que parece, a fama é merecida: na Universidade Estadual de Campinas (SP), farmacologistas analisaram a planta em ratos com úlcera e, segundo os pesquisadores, "nos que tomaram o seu extrato, o tamanho da lesão diminuiu muito rapidamente e, em comparação com os remédios convencionais, espinheira-santa provoca menos efeitos nocivos". A pesquisa prossegue, para determinar qual é o componente exato do vegetal responsável pelo efeito medicinal.

A espinheira-santa, além de indicada contra vários males do aparelho digestivo, era muito usada no passado pelos índios brasileiros com outra finalidade: eles usavam suas folhas no combate a tumores (esse uso pode ter gerado um dos seus nomes populares - erva-cancerosa).

A planta, pertencente à Família das Celastráceas, é originária do Brasil e pode ser encontrada na região que vai de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, sendo mais abundante nas matas do sul do Paraná. Também conhecida popularmente como espinho-de-deus, salva-vidas, sombra-de-touro, erva-cancerosa e espinheira-divina, a espinheira-santa é uma planta perene, de porte arbóreo-arbustivo, que atinge cerca de 2 a 3 metros de altura. Suas folhas são inteiriças e apresentam espinhos nas bordas, enquanto que as flores, axilares, apresentam coloração amarelo-esverdeada. A planta produz frutos pequenos e vermelhos.

A propagação da planta se dá por meio de sementes e o cultivo dá bons resultados em regiões de clima ameno.

Usos: As folhas, frescas ou secas, são utilizadas no preparo de infusões para uso interno e externo. O efeito cicatrizante também pode ser observado no tratamento de problemas da pele.
O chá de espinheira-santa é contra-indicado para gestantes e lactantes, pois reduz a produção de leite.

O uso medicinal mais comum da Espinheira Santa é para o tratamento de gastrites e úlceras gástricas e duodenais. A indicação popular do chá feito das folhas da Espinheira Santa foi comprovada cientificamente por vários pesquisadores (Carlini & Bráz, 1988; Faleiros et al., 1992; Ferreira et al., 1996; e Carvalho et al., 1997).

Cultivo

Altitude ideal: até aproximadamente 1200m.
Clima: Subtropical e temperado.
Solo: Prefere solos argilosos, porém bem drenados e com alto teor de matéria orgânica
Propagação: Por meio de sementes ou estacas de galho

Segundo o site www.biopirataria.org, muito antes do primeiro relato científico realizado em 1922, pelo professor Aluízio França, da Faculdade de Medicina do Paraná; a planta já era muito usada tradicionalmente pelas comunidades locais, como antiasmática, anticonceptiva e, sobretudo, em tumores estomacais, tratamento de úlceras, indigestão e gastrite crônica. Pesquisas têm demonstrado que o chá com extrato de Espinheira-Santa pode apresentar resultados tão eficientes quanto os dois principais líderes do mercado de drogas antiúlcera, Ranitidine (Zantac®) e Cimetidine (Tagamet®).

[texto foi enviado pela leitora Kate]

Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Dica de site: O que tem pra hoje?

image 

O novo blog do Moacir, do Rio de Janeiro, mostra como ele está lidando com a esofagite, hérnia de hiato e problemas de refluxo. Dicas de comidas, sucos e hábitos que podem ajudar são os temas dos posts, muito bem contados.

O link do site é http://moamg.blogspot.com/. Vale a visita!

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Chá de Espinheira Santa ajuda na esofagite?

image Conhecida pelos índios há muitos anos, a espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) ganhou esse nome justamente pela aparência de suas folhas, que apresentam espinhos nas margens e por ser um "santo remédio" para tratar vários problemas. Na medicina popular, a espinheira-santa é famosa no combate à úlcera e outros problemas estomacais. Ao que parece, a fama é merecida: na Universidade Estadual de Campinas (SP), farmacologistas analisaram a planta em ratos com úlcera e, segundo os pesquisadores, "nos que tomaram o seu extrato, o tamanho da lesão diminuiu muito rapidamente e, em comparação com os remédios convencionais, espinheira-santa provoca menos efeitos nocivos". A pesquisa prossegue, para determinar qual é o componente exato do vegetal responsável pelo efeito medicinal.
A espinheira-santa, além de indicada contra vários males do aparelho digestivo, era muito usada no passado pelos índios brasileiros com outra finalidade: eles usavam suas folhas no combate a tumores (esse uso pode ter gerado um dos seus nomes populares - erva-cancerosa)
A planta, pertencente à Família das Celastráceas, é originária do Brasil e pode ser encontrada na região que vai de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, sendo mais abundante nas matas do sul do Paraná. Também conhecida popularmente como espinho-de-deus, salva-vidas, sombra-de-touro, erva-cancerosa e espinheira-divina, a espinheira-santa é uma planta perene, de porte arbóreo-arbustivo, que atinge cerca de 2 a 3 metros de altura. Suas folhas são inteiriças e apresentam espinhos nas bordas, enquanto que as flores, axilares, apresentam coloração amarelo-esverdeada. A planta produz frutos pequenos e vermelhos.
A propagação da planta se dá por meio de sementes e o cultivo dá bons resultados em regiões de clima ameno.
Usos: As folhas, frescas ou secas, são utilizadas no preparo de infusões para uso interno e externo. O efeito cicatrizante também pode ser observado no tratamento de problemas da pele.
O chá de espinheira-santa é contra-indicado para gestantes e lactantes, pois reduz a produção de leite.

O uso medicinal mais comum da Espinheira Santa é para o tratamento de gastrites e úlceras gástricas e duodenais. A indicação popular do chá feito das folhas da Espinheira Santa foi comprovada cientificamente por vários pesquisadores (Carlini & Bráz, 1988; Faleiros et al., 1992; Ferreira et al., 1996; e Carvalho et al., 1997).

Cultivo

Altitude ideal: até aproximadamente 1200m.
Clima: Subtropical e temperado.
Solo: Prefere solos argilosos, porém bem drenados e com alto teor de matéria orgânica
Propagação: Por meio de sementes ou estacas de galho

Segundo o site www.biopirataria.org, muito antes do primeiro relato científico realizado em 1922, pelo professor Aluízio França, da Faculdade de Medicina do Paraná; a planta já era muito usada tradicionalmente pelas comunidades locais, como antiasmática, anticonceptiva e, sobretudo, em tumores estomacais, tratamento de úlceras, indigestão e gastrite crônica. Pesquisas têm demonstrado que o chá com extrato de Espinheira-Santa pode apresentar resultados tão eficientes quanto os dois principais líderes do mercado de drogas antiúlcera, Ranitidine (Zantac®) e Cimetidine (Tagamet®).

Fonte: texto na íntegra do Jardim das Flores.

Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

O que é Doença do Refluxo ?

O texto é cortesia do Marcio Leite, que comentou lá no meu blog. Marcio, se puder cite a fonte do texto, ok?

Nas pessoas normais, o conteúdo do estômago (comida ou ácido clorídrico) não volta ou reflui para o esôfago com frequência. Entretanto, nas pessoas com doença do refluxo, o ácido ou a comida do estômago pode voltar para o esôfago ou mesmo para a garganta e boca. Quando o ácido volta para o esôfago ou garganta ele pode causar vários sintomas ou problemas nestas estruturas, como:

  • sensação de bolo na garganta, queimadura no esôfago ou no peito
  • azia, pirose ou esofagite) e dificuldade para engolir alimentos.
    refluxo de ácido ou comida para o peito ou garganta
  • queimadura na garganta; tosse; garganta irritada; coceira na garganta; rouquidão (laringite)
  • asma brônquica ou bronquite
  • sangramento e anemia

O que causa a Doença do Refluxo?

O enfraquecimento de uma válvula (cárdia) que fica entre o esôfago e o estômago permite que o ácido ou comida do estômago volte para o esôfago. A causa do enfraquecimento desta válvula ainda não foi completamente esclarecida.

Para chegar até o estômago, o esôfago passa através de uma abertura no diafragma (músculo que separa o tórax do abdómen). Quando esta abertura é grande, parte do estômago sobe para dentro do tórax, formando a hérnia de hiato. Esta hérnia enfraquece a válvula e aumenta o refluxo. O fumo, cafeína, álcool e obesidade podem piorar o refluxo.

Nas pessoas normais, uma válvula chamada cárdia impede que a comida ou o ácido clorídrico presente no estômago volte ou reflua para o esôfago.

Nos pacientes com doença do refluxo, o ácido ou a comida do estômago pode voltar (refluxo) para o esôfago ou mesmo para a garganta e boca porque esta válvula não funciona bem.
A hérnia de hiato ocorre quando a abertura do diafragma é exagerada e permite que o estômago suba para o tórax. A presença de hérnia facilita o aparecimento da doença do refluxo.

A Doença do Refluxo Melhora ou Piora com o Tempo?

A evolução desta doença depende de vários fatores. De modo geral, a doença do refluxo tende a piorar com o tempo, principalmente se o paciente ganhar peso e não seguir as orientações do tratamento fornecidas pelo seu médico. Pacientes com doença inicial e sintomas ocasionais poderão ficar assintomáticos por tempo prolongado se seguirem o tratamento adequadamente.

Os pacientes que não tratam a doença adequadamente podem apresentar complicações, como úlcera, sangramento e estenose (estreitamento) do esôfago, algumas das quais graves. Em poucos casos, a inflamação crónica pode facilitar o aparecimento do esôfago de Barrett (alteração na mucosa ou revestimento do esôfago), que predispõe ao câncer do esôfago.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença do refluxo é baseado nos sintomas do paciente, mas sempre deve ser confirmado com a realização de exames como a endoscopia digestiva alta, a pHmetria e manometria do esôfago.

Tratamento

O tratamento adequado da doença do refluxo é importante para evitar prejuízos graves à sua saúde. Se você não fizer o tratamento corretamente, além de poder apresentar sintomas desagradáveis que pioram a sua qualidade de vida, você poderá ter complicações graves com o tempo.

Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Último Segundo: Refluxo gastroesofágico atinge quase 20% da população brasileira

Posto aqui na íntegra notícia publicada no portal Último Segundo, em 4 de outubro de 2008.

Azia, queimação, dor no peito, roncar, ter a exacerbação das sinusites, rinites, bronquites e pneumonia são os sinais de alerta que o organismo transmite quando o pequeno músculo que separa o esôfago do estômago não está funcionando de maneira correta. Isso acontece porque a pressão que ele faz não está sendo suficiente para impedir que o conteúdo gástrico do estômago volte ao esôfago.
Essa doença se chama refluxo gastroesofágico.

Segundo os especialistas, o mal atinge entre 10% e 20% da população brasileira, desde crianças a idosos. "Acontece em todo mundo, é uma coisa normal, porém, se ele se torna muito intenso e freqüente, acaba se transformando em doença", diz o cirurgião Cláudio Bresciani, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. "100% das crianças têm a doença, pois a válvula ainda não está bem desenvolvida", afirma o cirurgião Carlos Eduardo Domene, membro do corpo clínico do Hospital São Luiz (SP) e docente em cirurgia na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

O mau funcionamento do músculo pode ocorrer por diversos fatores: predisposição genética, obesidade, hábitos alimentares inadequados, comer muito e logo se deitar, consumo demasiado de bebidas alcoólicas, café, chocolate e cigarro. "O refluxo gastroesofágico pode causar ainda dor no peito, que pode ser confundida com os sintomas do enfarte do miocárdio, tanto que muitas pessoas com este problema procuram os prontos socorros achando que estão tendo um enfarte", afirma o cirurgião do aparelho digestivo, Alexandre Sakano.

Os especialistas alertam que a doença pode evoluir para casos mais graves, como a esofagite - inflamação da mucosa do esôfago -, e, em cenários mais alarmantes, ao câncer de esôfago. "Outra alteração é o esôfago de barret, situação que o organismo se defende. Neste caso, o revestimento do órgão sobre uma mutação e fica parecido com o do estômago. E essa mudança aumenta as chances de câncer", explica Domene. De acordo com Sakano, apenas 3% dos indivíduos acometidos pela doença têm chance de desenvolver o câncer de esôfago.

O tratamento é fundamentalmente clínico, com medicação e mudanças no comportamento. De acordo com os especialistas, são indicados dois tipos de remédios: o primeiro, é uma droga que diminui a produção de ácido no estômago e, o segundo, favorece o movimento do intestino. Já em relação aos hábitos, os médicos recomendam uma reeducação alimentar, com uma dieta que exclui alimentos ácidos, chocolate, café e bebidas alcoólicas.

Deitar logo após de comer também contribui para intensificar a doença. "A falta de gravidade ajuda a refluir. Medidas de postura, como comer e fazer uma leve caminha, são indicadas", diz Domene. A cirurgia é apenas apontada em casos gravíssimos, quando a pessoa já apresenta o quadro de esofagite severa, ou quando a terapia de remédios não foi respondida. "Menos de 10% dos pacientes têm as complicações que levam ao procedimento cirúrgico", destaca Sakano.

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